Carcinoma diferenciado da tireoide

O Lenvima é um medicamento contra o câncer que é utilizado de forma isolada para tratar de adultos com carcinoma diferenciado da tireoide, um tipo de câncer originado das células foliculares da glândula tireoide. Neste caso, o Lenvima é usado quando o câncer avançou, se espalhou localmente ou para outras partes do corpo, e quando não responde ao tratamento com iodo radioativo. Também é usado no tratamento de adultos com carcinoma hepatocelular (um tipo de câncer de fígado) que não receberam previamente um medicamento contra o câncer via oral ou por injeção, e cujo câncer está avançado, ou quando este não pode ser removido por cirurgia.

O Lenvima contém como substância ativa, o lenvatinibe.

Como se usa o Lenvima?

O Lenvima só pode ser obtido mediante receita médica e o tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no uso de medicamentos contra o câncer. O medicamento está disponível em cápsulas (de 4 mg e 10 mg). Para o tratamento do carcinoma diferenciado da tiróide, a dose recomendada é de 24 mg uma vez ao dia, tomado aproximadamente à mesma hora todos os dias. Para o tratamento do carcinoma hepatocelular, a dose diária recomendada é de 8 ou 12 mg, dependendo do peso corporal. O tratamento deve ser continuado enquanto o paciente continuar a se beneficiar dele sem que tenha muitos efeitos colaterais. Para gerenciar os efeitos colaterais, o médico pode decidir reduzir a dose ou interromper o tratamento temporariamente. Em certos casos, o tratamento deve ser interrompido permanentemente.   Para obter mais informações sobre o uso do Lenvima, consulte o folheto informativo da embalagem ou entre em contato com o seu médico ou farmacêutico.  

Como o Lenvima funciona?

A substância ativa do Lenvima, o lenvatinibe, é um “inibidor da tirosina quinase”. Isso significa que ele bloqueia a atividade de enzimas conhecidas como tirosina quinases. Estas enzimas podem ser encontradas em certos receptores (como os receptores VEGF, FGFR e RET) das células cancerígenas, onde estas ativam vários processos, incluindo a divisão celular e o crescimento de novos vasos sanguíneos. Ao bloquear estas enzimas, o lenvatinibe pode bloquear a formação de novos vasos sanguíneos e, assim, interromper o fornecimento de sangue que mantém as células cancerosas em crescimento e assim diminuir o seu crescimento.  

Que benefícios do Lenvima foram demonstrados em estudos?

Carcinoma diferenciado da tireoide

O Lenvima demonstrou ser mais eficaz do que o placebo (um tratamento simulado, feito com uma substância sem propriedades farmacológicas) em atenuar a progressão do carcinoma diferenciado da tireoide num estudo principal. O estudo envolveu 392 pacientes adultos com carcinoma diferenciado de tireoide que haviam mostrado sinais de progressão no ano anterior e que não responderam ao tratamento com iodo radioativo. O principal parâmetro de eficácia, foi o tempo que os pacientes viveram sem que a doença se agravasse: nos pacientes que tomaram o Lenvima, este tempo obteve uma média de 18,3 meses, em comparação com os 3,6 meses nos que receberam placebo.

Carcinoma hepatocelular

O Lenvima demonstrou em um estudo principal, ser pelo menos tão eficaz quanto o medicamento contra o câncer sorafenibe no prolongamento do tempo em que os pacientes viveram. O estudo envolveu 954 pacientes com carcinoma hepatocelular, que não tinham sido tratados anteriormente para o câncer e cujo câncer não podia ser removido por cirurgia. Os pacientes que receberam o Lenvima viveram em média 13,6 meses em comparação com 12,3 meses em pacientes que estavam usando o sorafenibe.  

Quais são os riscos associados ao Lenvima?

Os efeitos colaterais mais comuns associados ao Lenvima (que podem afetar a mais de 3 a cada 10 pessoas) são: hipertensão (pressão alta), diarreia, redução do apetite e do peso, cansaço, náuseas (enjôo), proteinúria (proteína na urina), estomatite (inflamação do revestimento da boca), vômitos, disfonia (distúrbios da fala), cefaleia e síndrome da eritrodisestesia palmo-plantar (SMP – síndrome mão e pé, uma erupção cutânea e dormência nas palmas das mãos e nas plantas dos pés). Os efeitos colaterais graves mais importantes são: insuficiência e falência renal; problemas de coração e de circulação, tais como insuficiência cardíaca, coágulos sanguíneos nas artérias, que levam a um acidente vascular cerebral ou a um infarto, hemorragia cerebral, síndrome conhecida como “síndrome da encefalopatia reversível posterior” caracterizada por dor de cabeça, confusão, crises e perda de visão, insuficiência hepática, encefalopatia hepática (lesão cerebral devido a insuficiência hepática), acidente vascular cerebral e infarto. Para obter a lista completa de efeitos colaterais com o Lenvima, consulte o folheto informativo da embalagem (bula).

O Lenvima não pode ser tomado por mulheres que estejam amamentando. Para obter a lista completa de restrições, consulte o folheto informativo da embalagem (bula).  

Por quê o Lenvima foi autorizado na UE?

A Agência Europeia de Medicamentos decidiu que os benefícios do Lenvima eram superiores aos seus riscos e que podia ser autorizado para o uso na UE. Em pacientes com carcinoma diferenciado da tireoide, o medicamento mostrou uma melhora clinicamente relevante durante aquele tempo em que os pacientes viveram sem o agravamento da doença. Em pacientes com carcinoma hepatocelular avançado com um prognóstico ruim, e poucas opções de tratamento, o Lenvima foi tão eficaz quanto o sorafenibe no sentido de prolongar suas vidas. Em relação à segurança, a Agência considerou que a maioria dos efeitos adversos do Lenvima podem ser adequadamente controlados pela redução da dose ou por uma interrupção temporária do tratamento.  

Que medidas estão sendo tomadas para garantir o uso seguro e eficaz do Lenvima?

As recomendações e precauções a serem seguidas pelos profissionais de saúde e pelos pacientes para uma utilização segura e eficaz do Lenvima foram incluídas no resumo das características do medicamento e no folheto informativo da embalagem (bula). Assim como acontece com todos os medicamentos, os dados a respeito do uso do Lenvima são continuamente monitorados. Os efeitos colaterais relatados com o Lenvima são cuidadosamente avaliados e qualquer ação necessária tomada para proteger os pacientes.  

Outras informações sobre o Lenvima

O Lenvima recebeu uma autorização de comercialização, válida em toda a UE, em 28 de maio de 2015.


EMA

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) é uma agência descentralizada da União Europeia (UE), localizada em Londres. Ela começou a operar em 1995. A Agência é responsável pela avaliação científica, vigilância e segurança, monitoramento de medicamentos desenvolvidos por empresas farmacêuticas para uso na UE.

Publicado em: 04/03/2019 | Fonte: http://www.ema.europa.eu/

Para importar Lenvima, entre em contato com a Medicsupply!

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